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Monkeypox

Publicação: 19/05/2022

Situação atual em PT

Foram confirmadas 14 infeções pelo vírus Monkeypox (MPV) na região de Lisboa e vale do Tejo, havendo mais casos suspeitos ainda em estudo. Os casos são a maioria em jovens do sexo masculino que apresentam lesões ulcerativas. Estes casos vêm após casos confirmados também no Reino Unido.

Vírus

A espécie Monkeypox vírus é do género Orthopoxvirus da família Poxviridae. É um vírus de DNA de cadeia dupla.

História epidemiológica do vírus nos EUA e Europa

O vírus Monkeypox é um vírus endémico da Africa Central e foi descrito pela primeira vez na Dinamarca em 1958 e o primeiro caso de infeção humana por Monkeypox foi em 1970 na Républica Democrática do Congo. Em 2003 houve um surto nos EUA com 47 casos confirmados sem qualquer óbito. Em 2018 no Reino Unido foram detetados dois casos confirmados que terão tido origem na Nigéria e um deles viria a ser causador da primeira transmissão entre humanos na Europa. Em 2019 houve mais um caso confirmado no Reino Unido.

Sinais e Sintomas

A infeção por MPV é semelhante à varíola com a exceção que no MPV poderá haver linfadenopatias. O período de incubação é normalmente entre 7 a 14 dias podendo variar até entre 5 a 21 dias. Os sintomas incluem inicialmente febre, cefaleias, dores musculares e lombares, calafrios e astenia e posteriormente máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas. A doença é maioritariamente autolimitada e com duração aproximada de 2 a 4 semanas.

Transmissão

A transmissão primária é entre animal e humano, mas também secundária entre humano e humano. Ocorre através de mucosas (olhos, boca, nariz), trato respiratório e pele não intacta (mesmo que ferida não visível a olho nu) e também através de contacto com fluídos biológicos contaminados ou roupa ou tecidos contaminados.

 Prevenção

Não ter contacto físico com pessoas que apresentem os sintomas referidos durante toda a duração destes sinais e sintomas. Está também desaconselhada a partilha de vestuário, toalhas ou lençóis.

Tratamento

Não existe tratamento aprovado, mas a vacina já referida poderá ser importante no controlo de surto.

Diagnóstico

A suspeita clínica poderá ser confirmada com colheita de exsudado da crosta e fluído biológico das vesículas para amplificação por Polymerase Chain Reaction (PCR) e pesquisa do gene que produz uma proteína de fusão presente em todos os Orthopoxvirus incluindo o MPV e posterior confirmação nas amostras positivas de se tratar realmente dum MPV. Esta colheita deverá ser efetuada por profissionais, competentes para o efeito, com equipamento de proteção individual incluindo luvas, máscara respiratória FFP3, óculos de proteção e bata.


Ver Comunicado DGS

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