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Gripe A Como lidar com ela?

Principais Orientações Da Direcção Geral De Saúde

Quais os sintomas da Gripe A?

Febre de início súbito (superior a 38º C), tosse, dores de garganta, dores musculares, dores de cabeça, arrepios de frio, cansaço, diarreia ou vómitos (embora não sendo típicos da gripe sazonal, têm sido verificados em alguns dos casos de infecção pelo vírus da Gripe A (H1N1)).

O que fazer se tivermos os sintomas da Gripe A?

  • Se ficar doente, permaneça em casa. Se estiver com sintomas de gripe, fique em casa e contacte a Linha Saúde 24, pelo número 808 24 24 24.
  • Se tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com um lenço de papel
  • Cubra a boca e o nariz com um lenço de papel ou com o antebraço, mas nunca com a mão! De imediato, deposite no lixo o lenço utilizado.
  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão! Em alternativa, pode usar toalhetes à base de solução alcoólica.
  • Evite contactos desnecessários com pessoas com gripe.

Como nos podemos prevenir da doença?

  • Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como lavar as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar nos olhos, na boca e no nariz após contacto com superfícies, não partilhar objectos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar, que deve ser descartado de imediato.
  • Guardar uma distância de pelo menos 1 metro quando falar com outras pessoas.
  • Não cumprimentar com abraços, beijos ou apertos de mão.
  • Limpe frequentemente as superfícies ou objectos mais sujeitos a contacto, com os produtos de limpeza habituais.
  • Evite frequentar espaços públicos fechados e pouco arejados.
  • Estas medidas são também muito importantes nas crianças.
Germano de Sousa GRIPE A Virus H1N1

Devemos usar máscaras de protecção?

As máscaras, mesmo quando bem utilizadas, só evitam o contágio de outras pessoas, não evitam o contágio do próprio.

Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A / H1N1 ?

Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e podem ser confundidos. É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na Gripe A.

Este material é da responsabilidade do Centro de Medicina Laboratorial Dr. Germano de Sousa. Tem um carácter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação.

Em caso de dúvidas, ligue para Linha Saúde 24 - 800 24 24 24.

Diagnóstico Laboratorial Do Vírus H1n1

Os vírus Influenza são vírus RNA da família Orthomyxoviridae, muito diferentes entre si e com elevada taxa de evolução. Estes vírus afectam o epitélio respiratório. Devido á lesão causada nas barreiras de defesa do organismo, podem condicionar infecções bacterianas secundárias, como a pneumonia, que são as principais causas de morte pelo vírus H1N1. A pandemia do vírus Influenza A de 2009 originou-se numa nova variante do vírus da gripe suína (subtipo H1N1).

São as importantes variações antigénicas sofridas pelo vírus Influenza A, que são responsáveis pelos graves outbreaks do vírus de Influenza e que resultam em epidemias ou pandemias. Esta situação ocorre cada 10 - 15 anos desde 1918.

A pesquisa laboratorial da presença do vírus Influenza A / H1N1 como agente etiológico da gripe A, é da maior importância, na medida em que permite, por um lado a administração atempada do tratamento anti-viral, nos casos necessários, e por outro lado, permite a implementação de medidas de contenção de contágio mais eficazes nos casos identificados como sendo H1N1, e desse modo permitindo o retorno mais cedo à vida laboral e social de todos os casos que não forem identificados como H1N1, diminuindo a contagiosidade, mais até do que permitir uma contagem epidemiológica.

O aparecimento de uma infecção respiratória aguda ou de um quadro clínico semelhante à gripe, acompanhado de febre, não permite por si só, conhecer a sua etiologia. A febre alta pode estar presente em mais de 90% dos indivíduos infectados com o vírus influenza, assim como também nos doentes adultos afectados pelo vírus parainfluenza, rhinovírus, adenovírus, coronavírus, enterovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e metapneumovírus.

Dos doentes adultos, com quadro clínico sugestivo de gripe ou infecção aguda das vias aéreas, só um terço tem vírus influenza. Os restantes doentes estarão eventualmente infectados por outros vírus respiratórios, nomeadamente pelo rhinovírus, que corresponde a cerca de 20% dos casos.

Cerca de 80% dos casos de infecções respiratórias, em crianças, corresponde a infecções pelo VSR.

No actual quadro pandémico e perante a actual disponibilidade dos agentes anti-virais, deve ser feita a identificação do agente petiológico por detrás do quadro gripal, para instituição de terapêutica anti-viral em grupos de risco como as crianças, os idosos, os imunossuprimidos e o pessoal que trabalha na saúde.

A identificação e o tratamento precoces podem evitar o uso desnecessário de antibióticos e reduzir os internamentos hospitalares decorrentes das complicações da infecção.

O Diagnóstico Laboratorial Do Vírus H1n1

No nosso laboratório, é possível fazer a investigação laboratorial dos indivíduos com suspeita de infecção pelo vírus Influenza A / H1N1 assim como o diagnóstico diferencial com outros 17 agentes virais de infecções respiratórias:

  • Vírus Influenza A / H1N1
  • Vírus Influenza A, B e C
  • Vírus Parainfluenza 1, 2, 3, 4ª e 4 b
  • Rhinovírus
  • Adenovírus
  • Coronavírus
  • Echovírus
  • Bocavírus
  • Vírus sincicial respiratório A e B (VSR)
  • Metapneumovírus A e B

O teste efectuado no nosso laboratório permite não só detectar, como também, caracterizar, a eventual presença do vírus Influenza A / H1N1, assim como dos outros 17 tipos mais comuns de vírus humanos que causam infecções respiratórias, nos diferentes tipos de amostras clínicas.

A detecção viral é executada por RT-PCR (PCR-transcritase reversa), com amplificação de um fragmento específico do genoma viral de 120-330 pb. A visualização do produto amplificado é possível graças ao uso de uma plataforma tecnológica nova, baseada em arrays de baixa densidade: CLART® (Clinical Array Technology).

A pesquisa por RT-PCR permite a obtenção de resultados em apenas 24 horas, permitindo descartar os doentes não atingidos pelo novo vírus.

O teste RT-PCR, baseados na amplificação de fragmentos específicos do genoma viral, numa região muito preservada, e a subsequente detecção por hibridação, com sondas específicas, apresentam elevada especificidade e elevada sensibilidade pois permite a detecção a partir de quantidades mínimas de material genómico viral.

Colheita de amostras:

  • 2 zaragatoas de exsudado nasal (esquerdo e direito)
  • 1 zaragatoa de exsudado da orofaringe
Se tiver alguma questão adicional: